| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Tyrannides |
| Wetmore & Miller, 1926 | |
| Parvordem: | Tyrannida |
| Família: | Tyrannidae |
| Vigors, 1825 | |
| Subfamília: | Tyranninae |
| Vigors, 1825 | |
| Espécie: | M. cayanensis |
O bentevizinho-de-asa-ferrugínea é uma ave passeriforme da família Tyrannidae.
Seu nome científico significa: do (grego) muia = mosca; e zëtëtës, zëteö = caçador, buscador; e de cayanensis = referente a Caiena na Guiana. ⇒ Caçador de moscas de Caiena ou papa-moscas de Caiena.
Mede entre 16,5 e 18 centímetros de comprimento e pesa 26 gramas.
Ver mais detalhes da morfometria em Lima & Guilherme (2021).
Apresenta o píleo marrom escuro fuliginoso com uma grande mancha central quase sempre oculta, de coloração amarelo-laranjado vibrante. Uma larga faixa superciliar branca com os dois lados opostos confluentes na testa e não confluentes na nuca. As regiões lorais, orbital, auricular e as laterais do pescoço são de coloração uniforme marrom escuro fuliginoso. A região traseira do pescoço, o dorso, os escapulários, o uropígio, e as supracaudais são de coloração marrom oliveáceo simples. Asas, supracaudais e retrizes de coloração geral marrom-escuras com bordas acastanhadas. As rêmiges primárias, secundárias e coberteiras maiores das asas marginados de verde-oliváceo claro. As rêmiges secundárias distais e primárias proximais são marginados com coloração ferrugínea intensa. As primárias apresentam margens estreitas com coloração ferrugínea ou rufas. Queixo e garganta são brancos. As demais partes inferiores, incluindo axilares e coberteiras inferiores das asas, são de coloração amarelo-canário intenso ou apresentam uniforme coloração amarelo-limão. Bico, pernas e pés pretos; íris marrom escura.
Espécie facilmente identificada pela vocalização. Possui um assobio prolongado suave, “ü-ü”, “ü-i-ü”, chamada. “zlílidi”, canto. “prrrü-prrrü, sussurro das asas.
Possui quatro subespécies:
(Clements checklist, 2014).
Diferenças entre o bentevizinho-de-penacho-vermelho (Myiozetetes similis) e o bentevizinho-de-asa-ferrugínea (Myiozetetes cayanensis).
(M. cayanensis) - Olhos na cor castanho escuro, bochechas escuras, manto marrom acastanhado, uniforme na coloração quando comparado às coberteiras e rêmiges, rêmiges primarias intensamente ferrugíneas, retrizes com bordas ferrugíneas e penacho amarelo ou alaranjado.
(M. similis) - Olhos claros, bochechas pálidas, manto marrom oliváceo com distinção na coloração quando comparado às coberteiras e rêmiges, rêmiges primarias castanhas de borda clara, retrizes uniformemente castanhas e penacho vermelho.
| ESPÉCIE | OLHOS | BOCHECHAS | PENACHO | DORSO | COBERTEIRAS | RÊMIGES PRIMÁRIAS | RETRIZES |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| M. cayanensis | escuros | escuras | amarelo ou laranja claro | marrom acastanhado | marrom acastanhado | intensamente ferrugíneas | castanhas com bordas ferrugíneas |
| M. similis | claros | pálidas | vermelho ou laranja escuro | marrom oliváceo | marons | castanhas com bordas claras | castanhas uniformes |
O alimento consiste predominantemente de artrópodes que são apanhados com as pontas das mandíbulas.
Durante o acasalamento realizam demonstrações características. Executam voos durante os quais cantam. Os ninhos são esféricos, com entrada ao lado, postos solidamente, e normalmente próximos de vespeiros, ou de árvores cheias de formigas, garantindo de melhor modo a segurança do ninho. Em um fragmento florestal no sudoeste da Amazônia brasileira, os ninhos são construídos a uma altura média de 1.80 m acima do chão com até quatro ovos que são incubados por 15 dias (Lima & Guilherme, 2021). Os ovos de bentevizinho-de-asa-ferrugínea são predominantemente brancos com manchas marrons pálidas e escuras mais concentradas no pólo rombo (ver este e mais detalhes em Lima & Guilherme (2021).
Habita árvores na vizinhança d'água. Pousa geralmente ereto. O seu nervosismo é denunciado por movimentos bruscos de asas. Gosta de tomar banho de chuva ou na folhagem molhada. Tem o costume de dormir em grupos ou de buscar um lugar mais abrigado para passar a noite. É brigão.
Ocorre do Panamá, através da Amazônia, à Bolívia, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Pará e Maranhão. Também Rio de Janeiro e São Paulo.
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: